um expurgo como o abandono de um ser sem ser. da terra mas parece ser do mar, da lama do porto em chama.
do parto em trama, esperar um varão, chegar mais uma mulher.
crescer, servir, ser fiel.
cuidar se abandonar se anular.
negrume de passos arrastados, poemas de versaos alados, querendo subir aos ceus.
testemunhar aneis, em dedos crispados da labuta na luta sem cessar , o cansaço sem respeitar, o amor sem entender.
uma vida curta e comprida, quase falida em pura divida.
pensa e repensa, faz e desfaz, erra e peca pensando em ageitar.
mexe e remexe, pensa e adoece, chama chora e clama.
pede , grita e berra.
me enxerguem, estou aqui.
errei, sim, pequei também, mas estou aqui, em carne e osso, em desdobro de vigilia em alma de santitade, pedindo para me enxergarem, antes que a loucura chegue de de fato e verdade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário